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Wagner cobra fiscalização do Ministério Público em campanha antecipada de Ciro
Presidenciável iniciou campanha à presidência ontem, no Cariri, com direito à divulgação de agenda. Parlamentar ainda exigiu se que investigue se as passagens e hospedagens de políticos que estão no local foram compradas com dinheiro público
Dep Capitão Wagner / Foto: Máximo Moura
02/03 15:28

O deputado estadual Capitão Wagner (PR) cobrou, nesta sexta-feira (2), uma resposta do Ministério Estadual e Federal em relação à campanha antecipada do presidenciável Ciro Gomes (PDT), lançada ontem (1º), no Cariri. O parlamentar, que é pré-candidato ao governo do Ceará, exigiu que os órgãos de fiscalização investiguem, além da campanha antecipada “rasgada”, se a passagem e hospedagem dos políticos que estão presentes no local foram pagas com dinheiro público.

“Onde é que se encontra o Ministério Público Eleitoral desse Estado que permite atos como o que aconteceu ontem, no Cariri: campanha claramente antecipada, com agenda de campanha, inclusive, divulgada pela imprensa. O candidato a presidente da República fazendo campanha rasgada, vários integrantes de órgãos públicos lá presentes. Eu queria saber se o MP já consultou se a passagem de cada político que lá está não foi paga com dinheiro público. Se cada político que está nessa caravana até domingo não foi paga com dinheiro público. Cadê o Ministério Público Eleitoral?”, cobrou.

Perseguição política

Wagner ainda foi além e acusou o MPCE de perseguir os adversários políticos do Governo. O deputado afirmou ter sido notificado pelo órgão duas vezes, em menos de 15 dias, após ter denunciado o acordo feito pela Secretaria de Justiça, responsável pelo sistema penitenciário estadual, com facções criminosas, cedendo presídios para alojar somente detentos de determinado grupo criminoso. No entanto uma denúncia, feita pelo próprio parlamentar em 2012, pedindo a investigação sobre o furto de 600 equipamentos de som de viaturas dentro da própria secretaria nunca foi levada adiante.

“O que o MP e a Justiça cearense fizeram diante dessa denúncia? Nada! Sabe por quê? Porque quem cometeu o crime estava dentro do prédio da Secretaria de Segurança. Qual foi a investigação instalada para descobrir quem tinha efetuado o furto desses equipamentos que foram comprados com o dinheiro do povo cearense, qual foi? Cade a investigação? Agora, para investigar o Capitão Wagner de um acordo que foi celebrado dentro dos presídios, na hora foi aberto um procedimento. Pois que venha, que me chame que eu vou dizer tudo de novo lá na Justiça”.

CPI do Narcotráfico e resposta a facções

No mesmo discurso, o deputado voltou a cobrar a instalação da CPI do Narcotráfico na Assembleia Legislativa. Wagner ressaltou o vertiginoso aumento no número de agentes da segurança executados sob ordens das facções criminosas e cobrou, mais uma vez, uma resposta do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) e do Governo do Estado contra o descontrole da violência.

“Cadê o Governo do Estado se mobilizar, cade o MPCE se movimentando para que os promotores, em vez de estar perseguindo um adversário político do governo, venham a perseguir essas facções criminosas? Cadê o MP que não cobra da Mesa Diretora a instalação da CPI do Narcotráfico?”. Segundo o deputado, a CPI foi proposta pela base do governo para barrar a instalação da CPI do Acquario, obra polêmica do ex-governador Cid Gomes (PDT). Matéria está há três anos nas mãos da Mesa Diretora, mas nem é instalada, nem arquivada, evitando que o avanço da CPI do Acquario.

Confira, na íntegra, o discurso do Capitão Wagner na Assembleia:

 



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