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Vigilante é assassinado a tiros uma semana após ter impedido assalto em Maracanaú

A Polícia suspeita que a vítima tenha sido morta pelos mesmos criminosos que foram impedidos de praticar o roubo. O segurança foi executado sumariamente à caminho do trabalho





O corpo do vigilante foi recolhido pelo rabecão da Pefoce por volta de 21 horas
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Um crime de morte ocorrido na noite desta quarta-feira (13) está sendo investigado pela Polícia Civil  sob a suspeita de execução sumária. A vítima foi o vigilante de um posto de combustíveis localizado na Região Metropolitana de Fortaleza. Ele foi morto, a tiros, quando seguia para o local de trabalho onde iria iniciar seu expediente noturno.

O crime ocorreu no Conjunto Jereissati Um, no  Município de Maracanaú. A vítima do assassinato foi identificada pela Polícia como sendo o vigilante José Diego Barbosa, 32 anos de idade.  Ele  estava à paisana e seguia a pé para o local de trabalho, quando foi atacado e atingido por vários tiros.

A Polícia colheu uma informação no local do crime que pode ajudar no esclarecimento do crime. Conforme a versão de pessoas conhecidas de José Diego, há cerca de duas semanas ele teria evitado um assalto nas proximidades de um shopping, em Maracanaú.  Na ocasião, teria sido ameaçado pelos criminosos por sua atitude.

A Polícia comprovou no local do crime que nada foi roubado da vítima, o que afasta, a princípio, a hipótese de um latrocínio (roubo seguido de morte).

O corpo do vigilante foi examinado no local pela equipe da Perícia Forense do Ceará (Pefoce) e recolhido pelo rabecão para a Coordenadoria de Medicina Legal (Comel), na Capital.

Outro em Maracanaú

A  Polícia também investiga um crime semelhante ocorrido também em Maracanaú na noite de terça-feira. Um motorista do aplicativo Uber foi morto, a tiros, dentro do seu carro, no Distrito de Pajuçara.  A vítima foi identificada como John Marlon Barbosa Ribeiro, 35 anos.

O assassinato aconteceu quando o motorista trafegava pela Rua São Jerônimo e foi interceptado pelos atiradores que, supostamente, estariam em uma motocicleta.  Marlon não teve sequer chance de se defender e foi executado com nove tiros na cabeça.  Uma mulher estava no carro, mas não foi ferida, segundo a Polícia.

Segundo as autoridades, Marlon possua antecedentes criminais. Respondia por  homicídio e associação para o crime.