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Raquel Dodge confirma que Cid Gomes recebeu R$ 25 milhões de propina da JBS
Pior de tudo é que foi o próprio ex-governador quem forneceu informações corroborando com as acusações feitas por Wesley Batista em delação
Ex-governador Cid Gomes
29/12 9:13

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, encaminhou parecer ao Supremo Tribunal Federal confirmando que o ex-governador Cid Gomes (PDT) recebeu R$ 25 milhões de propina da JBS — em 2010 (R$ 5 milhões) e 2014 (R$ 20 milhões). A notícia foi publicada nesta sexta-feira (29) na Folha de S. Paulo.

Confira

Entregou o ouro

O pior de tudo é que foi o próprio Cid quem forneceu informações corroborando com as acusações feitas por Wesley Batista em delação. Segundo o empresário, a JBS fez repasses a pedido do ex-governador em troca do Ceará pagar uma dívida tributária com o grupo (R$ 110 milhões em 2014).

Wesley afirmou que a empresa Cascavel Couros não teria recebido da gestão FG “nenhum centavo” de 2011 a 2013. Com base nas afirmações, Cid solicitou abertura de inquérito contra o delator por ele ter omitido pagamentos feitos nos três anos anteriores à eleição, de R$ 41 milhões em créditos de ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços).

De acordo com matéria da Folha, Raquel Dodge alegou que “os pagamentos no total de R$ 41 milhões ao longo de três anos e o pagamento de R$ 110 milhões apenas no ano de 2014 na verdade corroboram o que foi narrado pelo colaborador [Wesley]”.

Entenda

O processo sobre o pagamento de propina de R$ 20 milhões feitos pela JBS a Cid Gomes em 2014, segundo parecer de Dodge, fica no STF, por ter menção ao deputado federal Antonio Balhmann (PDT-CE) como intermediador do recebimento.

No caso de 2010, dos R$ 5 milhões, a procuradora-geral da República pediu a manutenção da investigação na Justiça Federal do Ceará.

Funcionava assim

Em troca da liberação de dinheiro de impostos retidos nos cofres públicos (ICMS), Wesley afirmou em sua delação que pagava propina ao ex-governador Cid Gomes por meio de doações legais a candidatos em anos de eleições.

Leia a íntegra da decisão de Raquel Dodge



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