Sete dias da semana sem medo da notícia

Preso em Boa Viagem último bandido foragido após o furto milionário no Banco Central
Foram 13 anos de fuga, mas na manhã de hoje "Bode" foi detido por policiais do Raio
José Antônio Artenho da Cruz, o "Bode", será trazido para Fortaleza
Por: Fernando Ribeiro
10/10 11:50

Uma denúncia anônima e a agilidade da Polícia Militar em checar a informação e montar um cerco   resultaram, na manhã desta quarta-feira (10), na prisão do último bandido foragido após envolvimento no maior furto a banco da história brasileira: o caso Banco Central.  José Antônio Artenho da Cruz, o “Bode” foi capturado na zona rural do Município de Boa Viagem (a 217Km de Fortaleza), por uma patrulha do Batalhão de Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (BPRaio).

Há 13 anos foragido da Justiça Federal, “Bode” foi condenado a 37 anos e sete meses de prisão pela sua participação direta no furto de R$ 164,8 milhões da casa-forte do Banco Central, em Fortaleza, na madrugada do dia 5 de agosto de 2005, no maior furto bancário do Brasil. Desde então, permanecia foragido. Mas, acabou voltando para a sua terra natal, a cidade de Boa Viagem, de onde também é natural o bandido que comandou o crime: Antônio Jussivan Alves dos Santos, o “Alemão”.

Segundo o comando do BPRaio, na manhã desta quarta-feira (10), a  patrulha que estava em patrulhamento na manhã desta quarta-feira em Boa Viagem recebeu a denúncia de que “Bode” estaria armado e escondido em uma propriedade rural na localidade de Sítio Volta do Rio, na zona rural.  Imediatamente, os policiais se deslocaram até lá e confirmaram a veracidade da denúncia.

Na casa onde estava morando, “Bode” foi localizado e cercado pelos “raianos” e não reagiu. Estava armado com uma espingarda de calibre 36 municiada com seis cartuchos intactos e três deflagrados. Na residência também foi encontrada a quantia de R$ 3.905.00 em espécie.

Após 13 anos de fuga, “Bode”, finalmente, foi algemado e conduzido para a Delegacia de Polícia Civil de Boa Viagem. Sua captura foi comunicada imediatamente ao comandante do BPRaio, coronel PM Márcio Oliveira, em Fortaleza, e este ao Comando-Geral da PM.

É possível que nas próximas horas, o acusado seja transferido para Fortaleza e entregue à Polícia Federal, responsável pelas investigações do furto bancário.

Segunda prisão

Há cerca de três semanas, outro bandido envolvido no “Caso BC” foi também capturado em Boa Viagem, numa operação do Serviço Reservado do Batalhão de Polícia de Choque (BPChqoue) e de patrulhas do Comando Tático Rural (Cotar).  Raimundo Laurindo Barbosa Neto, o “Neto Laurindo”, foi descoberto e preso quando traficava drogas na sua terra natal.

Ao contrário de “Bode”, “Neto Laurindo” já havia cumprido parte da sua pena por envolvimento no furto milionário  ao BC, em 2015. Já o chefe da quadrilha e também filho de Boa Viagem, foi condenado a 49 anos e 6 meses de prisão. Há três anos, “Alemão” teve a pena reduzida para 36 anos de cadeia, mesmo tendo sido um dos líderes do maior crime bancário do país.  Permanece atrás das grades.

Após sua prisão, em 2008, “Alemão” passou por várias penitenciárias federais de segurança máxima no Brasil e, finalmente, retornou ao Ceará onde passou a cumprir o restante da sentença numa cela do Instituto Presídio Professor Olavo Oliveira 2 (IPPOO 2).  Lá também estava preso seu primo e outro envolvido no furto milionário: o bandido cearense Marcos Rogério Machado de Morais, o “Rogério Bocão”, que fugiu dali ao ser resgatado na manhã do dia 5 de fevereiro de 2011. Até hoje ele permanece desaparecido.

Mais um

Já no dia 14 de agosto último, foi capturado em Brasília mais um envolvido no caso. O cearense Adelino Angelim de Sousa Neto, o “Amarelo”, foi detido em Brasília. Por sua participação no furto milionário, foi condenado pela Justiça Federal do Ceará a 18 anos de prisão, além do pagamento de uma multa de R$ 3 milhões.

 



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