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07/12/2016 09:21Hs

BUSCA E APREENSÃO

Polícia Federal faz devassa na Prefeitura de Pacajus em busca de provas do desvio de verbas públicas em licitações

Operação policial conta com o apoio da Controladoria Geral da União e foi determinada pela Justiça Federal

Polícia Federal faz devassa na Prefeitura de Pacajus em busca de provas do desvio de verbas públicas em licitações

Equipes da PF estão na sede da Prefeitura desde as primeiras horas da manhã de hoje

A Polícia Federal  e a Controladoria Geral da União realizam na manhã desta quarta-feira (7) uma operação na cidade de Pacajus, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). O objetivo é o cumprimento de mandados judiciais de busca e apreensão em diversos endereços, entre eles, residências de vereadores locais e na própria sede da Prefeitura Municipal.

Os mandados de busca e apreensão foram assinados pelo juiz de Direito Marcelo Sampaio Pimentel Rocha, titular da 27ª Vara da Justiça Federal no Ceará. A Justiça e o Ministério Público Federal (MPF) investigam conjuntamente o crime de desvio de verbas públicas em Pacajus, através de contratos da Prefeitura com  uma empresa denominada Queiroz Arruda Construções e Locações Limitada.  O valor do desvio não foi revelado.

O esquema fraudulento também teria levado ao enriquecimento ilícito de gestores públicos e políticos de Pacajus, daí a Justiça ter determinado a operação nesta quarta-feira para o recolhimento de provas do crime. No seu despacho, autorizando a PF a entrar na sede da Prefeitura Municipal, o juiz ressalta que as diligências podem ser realizadas com a participação ativa de agentes da Controladoria Geral da União (CGU). O despacho judicial foi emitido no último dia 4.

Provas

Conforme a determinação judicial, os agentes da PF deverão apreender “todo e qualquer material que contenha alguma relação com os crimes investigados, inclusive, que possam constituir elementos de prova ou o próprio produto do crime, exemplificativamente documentos contábeis, processos de pagamentos e de licitações, tablets, HDs de computadores, pen drivers, HDs externos, recibos de cheques, talonários de cheques não utilizados, blocos de notas fiscais, agendas, cadernos e cadernetas de anotações”.

Por FERNANDO RIBEIRO