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12/10/2016 06:54Hs

INVESTIGAÇÃO

Polícia desarticula bando que desviava da Secretaria de Saúde do Estado remédios tarja preta

Nove pessoas estão presas acusadas de envolvimento no esquema criminoso. Vasto material foi apreendido na operação

Polícia desarticula bando que desviava da Secretaria de Saúde do Estado remédios tarja preta

A Polícia Civil apreendeu remédios controlados que eram desviados da Sesa pela quadrilha

Nove pessoas foram presas numa operação desencadeada pela Polícia Civil do Ceará no combate ao tráfico de drogas e desvio de medicamentos de venda e uso restritos. Dois homens que trabalhavam como terceirizados na Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) estão entre as nove pessoas presas. São acusados de desviar do órgão público remédios chamados comumente de “tarja preta”,  para a venda clandestina na Capital.

A operação foi desencadeada pela equipe da Divisão de Combate ao Tráfico de Drogas (DCTD) e resultou na apreensão de um grande volume de medicamentos que só podem ser vendidos ao público com autorização médica.  Anabolizantes, inibidores de apetite, remédios controlados como psicotrópicos (que podem causar dependência física e/ou química) e outros produtos foram apreendidos pelos inspetores.

A Polícia prendeu primeiro, dois homens que comandavam as vendas clandestinas de medicamentos controlados. Aristóteles Praxedes de Sousa, 42 anos; e Geraldo Norberto Lima Filho, 66; indicaram para os policiais, após suas prisões, quem eram os fornecedores do material vendido ilegalmente.

Secretaria

Os inspetores identificaram e prenderam Francisco Antônio Barbosa Soares, 31 anos; e Jairo Holanda dos Santos Júnior, 51. Eles trabalhavam numa empresa que presta serviços terceirizados na Coordenadoria de Assistência Farmacêutica (Coasf), órgão da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), responsável pelo armazenamento e distribuição de medicamentos para a rede hospitalar estadual.  Outras cinco pessoas envolvidas no esquema também foram identificadas e presas.

A Polícia informou, ainda, ter apreendido cerca  de 85 mil comprimidos, 860 frascos e ampolas, canetas de insulina, celulares, notebooks e outros apetrechos usados na fraude.

A Secretaria da Saúde do Estado não se pronunciou sobre o caso.