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Mistério no Centro de Fortaleza: vigilante e taxista assassinados na madrugada
O crime ocorreu na Rua Meton de Alencar, por volta de 1h30 desta quinta-feira. As vítimas foram executadas sumariamente com tiros disparados à queima-roupa. Policiais tentam obter imagens que facilitem na identificação dos criminosos

Uma das vítimas era um taxista, que foi morto dentro do veículo

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Dois homens foram mortos, a tiros, na madrugada desta quinta-feira (5), no Centro de Fortaleza. Um vigia de lojas e um taxista são as vítimas do duplo homicídio. A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) já investiga o caso. Os dois homens foram atingidos por diversos tiros e morreram na rua. Equipes do Samu e da Perícia Forense (Pefoce) também estiveram no local. Com os dois assassinatos, sobe para 2.585 o número de homicídios no Ceará neste ano. Já são 56 em quatro dias de julho. Em junho último, 400 pessoas foram mortas no estado.

O duplo assassinato aconteceu por volta de 1h30 na Rua Meton de Alencar. Policiais militares que estiveram no local do crime tiveram dificuldades de colher informações sobre o caso. Naquela hora, as ruas do Centro de Fortaleza estavam desertas. Apenas vigias de rua e mendigos transitavam pela área onde ocorreu a dupla execução, mas ninguém quis falar sobre o caso.

Uma das vítimas, um vigia de quarteirão, foi executado quando estava sentado numa cadeira colocada na calçada de uma loja. Já o taxista estava com seu veículo parado e foi morto ainda dentro do carro. Ambos receberam tiros na cabeça, o que caracterizou as execuções sumárias.

Imagens captadas

Policiais do 34º DP (Centro) e da DHPP iniciaram o trabalho de investigação em campo e ainda estão nas ruas em busca de pistas para chegar aos criminosos. Eles devem voltar logo mais ao local do crime para tentar obter imagens das execuções que podem ter sido captadas por câmeras dos estabelecimentos comerciais próximos.

Os dois corpos foram periciados no local dos crimes e, em seguida, encaminhados à sede da Pefoce. Nas próximas horas serão necropsiados pela equipe de legistas da Coordenadoria de Medicina Legal (Comel) e liberados para sepultamento logo que forem oficialmente reconhecidos e identificados por familiares. A princípio, o caso ficará sob a responsabilidade da DHPP.