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Marquise envolvida no cartel “Tatu Tênis Clube” em obras do metrô no governo Cid
Empresa de José Carlos Pontes, que teve ação fundamental nas duas gestões do FG, fazia parte de grupo de empreiteiras em obras no Ceará
Dono da Marquise, José Carlos Pontes, e o ex-governador Cid Gomes
19/12 11:34

A construtora cearense Marquise está envolvida em mais um esquema de corrupção que será investigado pela Lava Jato. A empresa de José Carlos Pontes, que teve ação fundamental nos dois governos de Cid Gomes (PDT), fazia parte da “Tatu Tênis Clube”, cartel de empreiteiras para realizar obras do metrô do Ceará.

Segundo reportagem de O Globo desta terça-feira (19), além da Marquise, participaram do esquema, entre 1998-2014, Odebrecht, Queiroz Galvão, OAS, Carioca, Andrade Gutierrez, Serveng e Contran.

No Ceará, a Marquise, com bom trânsito no governo Cid Gomes, era procurada pelas grandes empreiteiras para combinar valores (no caso das licitações, para só ganhar quem estivesse no grupo) e dividir os lucros.

Confira infográfico de O Globo

Entenda

Como o Ceará News 7 havia informado ontem que a Marquise fazia parte do esquema de corrupção chamado “Tatu Tênis Clube” — no caso específico do Ceará, nas obras do metrô no governo Cid Gomes. Ela formava cartel com outras empreiteiras com o objetivo de fixar preços, condições e vantagens.

Nas licitações, o plano era conseguir dividir mercado entre os concorrentes e trocar de informações com as empresas que tinham interesses nas obras.

Em tempo

A investigação envolve 21 licitações pública no Ceará, Bahia, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul. As informações iniciais foram passadas pela Camargo Corrêa em um acordo de leniência com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).



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