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Manifestantes pró-Lula acampam no Centro e causam transtornos à Justiça Federal
Militantes estão na frente do prédio da Justiça Federal, na Praça Murilo Borges. Ontem, o expediente no órgão teve que ser encerrado mais cedo por questão de segurança, prejudicando audiências, julgamentos e outras atividades jurídicas

Barracas foram montadas para o apoio aos manifestantes, que prometem ficar uma semana no local

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Cerca de mil pessoas estão acampadas na Praça Murilo Borges, no Centro de Fortaleza, onde está localizada sede da Justiça Federal no Ceará. Elas protestam contra a prisão do ex-presidente Lula. O movimento faz parte de uma mobilização nacional do Partido dos Trabalhadores. A presença de tanta gente no local tem trazido prejuízos para o funcionamento do órgão, denunciam os servidores. Nesta quarta-feira (11), o expediente, que normalmente se estende até as 18 horas, teve que ser suspenso no meio da tarde por razões de segurança.

Segundo um dos funcionários da Justiça, a entrada dos funcionários – juízes, procuradores, serventuários, pessoal administrativo – e do público, advogados, defensores, e partes dos processos em tramitação nas 11 varas que ali funcionam, foi prejudicado. “Tivemos que encerrar tudo, causando transtorno para as audiências e outras atividades da Justiça”, garantiu o servidor.

O policiamento no local, segundo o funcionário, é pouco diante da quantidade de pessoas que ali estão acampadas. O movimento de protesto teve início no começo da manhã de quarta-feira e seus organizadores prometem ficar ali por uma semana.

O prédio está praticamente cercado e com a entrada restrita. “Só estamos permitindo a entrada de pessoas que estão com audiências marcadas ou com demandas urgentes. É questão de segurança. Mas hoje  (quinta) a situação se gravou porque estão chegando mais pessoas e isso aumenta o risco de uma invasão e depredação”, alertou.

A Polícia Militar mantém um policiamento à distância dos manifestantes.