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Juiz é baleado no Fórum e autor do disparo é morto pela PM
Carlos Eduardo de Moraes e Silva, Juiz da 2ª Vara de Vila Rica, MT
02/10 11:28

O juiz Carlos Eduardo de Moraes e Silva, da 2ª Vara de Vila Rica, Mato Grosso, foi baleado nesta segunda-feira (1º) por um réu. O suspeito, Domingos Barros de Sá, que responde por homicídio, teria entrado no gabinete do magistrado com um revólver calibre 22 após uma Audiência de Custódia. O disparo atingiu o ombro do magistrado.

Conforme o Tribunal de Justiça de MT (TJ-MT), o atirador entrou no gabinete do juiz acompanhado de um advogado e teria ameaçado com o revólver um promotor de Justiça que estava no local. O magistrado interveio na situação e entrou em luta corporal com o agressor antes de ser baleado.

A polícia acompanhou a situação e pediu para o atirador largar a arma. O criminoso não acatou a solicitação, foi alvejado por um agente de segurança e morreu no local.

O juiz foi encaminhado para o Hospital de Pronto-Socorro do município, onde foi informado que seu quadro de saúde era estável. Em seguida, ele foi transferido para hospital em Palmas, em Tocantins, para realização de cirurgia de retirada do projetil.

A reação do Poder Judiciário

O presidente do TJ-MT, Rui Ramos Ribeiro, afirmou que vai viajar para Vila Rica para acompanhar o caso e “avaliar as medidas a serem tomadas”, conforme a assessoria do tribunal.

“A integridade física dos magistrados, servidores, operadores do Direito e usuários da justiça é uma preocupação intensa do Poder Judiciário Mato-grossense que busca o aperfeiçoamento constante do sistema de segurança em todas as unidades do Poder Judiciário”, disse a assessoria de imprensa do órgão.

Na noite desta segunda-feira, 1, o ministro corregedor nacional de Justiça, Humberto Martins, lamentou o episódio e mostrou preocupação com a segurança dos magistrados.

Martins também manteve entendimento com o presidente da Associação dos Magistrados do Brasil, juiz Jayme de Oliveira Neto, e com o presidente da Associação dos Magistrados de Mato Grosso, juiz José Arimatéia Neves Costa, para que seja oferecida ao magistrado toda a segurança necessária para o exercício de sua atividade de Judicatura.

O corregedor Nacional de Justiça encaminhou um ofício ao desembargador Rui Ramos solicitando que todas as situações análogas e as providências que estão sendo adotadas sejam informadas à Corregedoria Nacional de Justiça.

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