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José Guimarães ataca aliados de Camilo e gera crise política no Ceará
Entre os alvos do petista por, segundo ele, apoiarem a reforma da Previdência, estão Moroni, que sequer ocupa cadeira na Câmara, e Vitor Valim, opositor declarado da medida

Deputado federal cearense José Guimarães (PT)

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O deputado federal José Guimarães (PT), criticou, na quinta-feira (8), colegas da Câmara Federal do DEM, MDB e PP que, segundo ele, seriam a favor da reforma da Previdência, que será votada na Casa ainda em fevereiro. O ataque gerou uma crise para o governador Camilo Santana (PT), pois, entre os alvos das críticas, chegando a serem chamados de “golpistas”, estão aliados do Abolição, como o vice-prefeito de Fortaleza, Moroni Torgan (DEM), e os deputados federais emedebistas Aníbal Gomes (MDB) e Vitor Valim (MDB).

Segundo Guimarães, que ainda sonha em ser lançado candidato ao Senado pelo PT Ceará, Moroni votará a favor da reforma da Previdência na Câmara, no entanto o vice de Fortaleza sequer ocupa cadeira na Casa e, portanto, nem mesmo participará da votação, já que não possui mandato de deputado federal. Moroni é aliado do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), membro do grupo político que elegeu Camilo.

Outro aliado do governador atacado por Guimarães foi o deputado federal Vitor Valim (MDB), que, inclusive, já declarou diversas vezes ser contra a aprovação da reforma da Previdência e já chegou a ser punido pelo partido por não votar de acordo com os interesses do presidente Michel Temer (MDB), mais entusiasta da medida. Valim é aliado do presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB), que deverá compor chapa com Camilo, ambos candidatos à reeleição.

Crise

Os ataques incoerentes de José Guimarães irritaram os deputados federais, que prometem dar o troco contra o petista. A medida deve criar conflitos na aliança entre Camilo, Eunício e o grupo político dos Ferreira Gomes.

Eleições 2018

A aproximação entre Eunício e Camilo reduz vertiginosamente as chances de Guimarães disputar uma vaga ao Senado pelo PT. Com a aliança, a chapa petista lançará o governador à reeleição e terá as vagas à Câmara Alta preenchidas pelo emedebista e outra à disposição do PDT, dos irmãos Cid e Ciro Gomes, podendo ficar nas mãos do próprio Cid ou do deputado federal André Figueiredo (PDT).