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Investigada por corrupção, desembargadora ficará afastada do Tribunal de Justiça
O Pleno do Tribunal decidiu ontem instaurar um Processo Administrativo Disciplinar que pode levar a desembargadora Sérgia Mirada a perder o cargo. A medida atinge também o desembargador aposentado Francisco Pedrosa
Desembargadora Sérgia Mirada é alvo de investigações da PF e do STJ
Por: Fernando Ribeiro
03/08 9:13

A desembargadora Sérgia Maria Mendonça Miranda ficará afastada do cargo até o fim do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado pelo Tribunal de Justiçado Estado do Ceará nesta quinta-feira (2). A decisão foi tomada, ontem, pelo Pleno daquela Corte. Miranda é investigada na “Operação Expresso 150”, como suspeita de ter “vendido”  liminares a criminosos durante seus plantões judiciários no TJCE.

A medida foi anunciada nesta quinta-feira após o Pleno decidir instaurar o PAD que atinge também outro magistrado, o desembargador já aposentado Francisco Pedrosa Teixeira. Ele também é acusado de ter participação no esquema criminoso de receber dinheiro para liberar da  cadeia criminosos (traficantes de drogas) através de alvarás de soltura expedidos nos plantões.  A “Operação  Expresso 150” foi desencadeada pela Polícia Federal há um ano e 10 meses.

Os desembargadores se reuniram nesta quinta-feira para avaliar a possibilidade de abertura do processo, com o objetivo de apurar a conduta ética dos colegas. Sérgia Miranda ficará longe das atividades funcionais de seu gabinete. Já o desembargador Francisco Pedrosa, mesmo já estando aposentado, pode perder o benefício caso o processo confirme seu envolvimento no escândalo.

Expresso 150

Durante a sessão do Pleno (que reúne todos os juízes da Corte), o presidente do TJCE, desembargador Gladyson Pontes apresentou relatórios das investigações que tramitam, originariamente, no Superior Tribunal de Justiça, sob a presidência do ministro Hermann Benjamim.

Outros desembargadores também estão na mira das investigações, assim como advogados da área Criminal, que barganhavam com os desembargadores a soltura de seus clientes. O preço por cada alvará girava em torno de R$ 150, daí a operação ter sido batizada de “Expresso 150”, numa referência ao valor da liberdade dos bandidos e forma rápida como eram assinados os alvarás nos feriados e fins de semana.



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