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Investigações da “Castelo de Areia” devem ser resgatadas e mirar Metrô de Fortaleza
Camargo Corrêa é aquela mesma que deu uma mãozinha ao ex-governador Cid Gomes para colocar a Marquise no "Tatu Tênis Clube"

Ex-governador do Ceará Cid Gomes

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Novas investigações podem resgatar o que já foi apurado na operação Castelo de Areia, a antecessora da Lava Jato. Com isso, as obras do Metrô de Fortaleza entrariam na mira novamente por suspeita de irregularidades. A informação é da Folha de S. Paulo desta terça-feira (29).

Deflagrada em março de 2009, a Castelo de Areia apreendeu manuscritos, planilhas e documentos nas casas de executivos e escritórios da Camargo Corrêa.

A operação teve como foco inicial crimes financeiros ligados à construtora, mas em pouco tempo surgiram indícios do envolvimento de outras empreiteiras, de políticos, de membros de tribunais de contas e de integrantes de altos escalões governamentais.

Em tempo

A Camargo Corrêa, em delação na Lava Jato, falou que existia um grupo chamado “Tatu Tênis Clube”, um mega esquema de cartel em obras de metrôs que envolvem o Ceará e mais sete estados.

O ex-governador Cid Gomes (PDT) conseguiu que a empresa cearense Marquise participasse da jogada. “Em e-mails entregues pela Camargo, há referências a conversas com ‘o governador’, provável referência a Cid Gomes, que governou o Ceará de 2007 a 2015”, informou a Folha à época.