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Guerra de chefes de facções provoca assassinatos em série na cidade de Pacajus

Em apenas duas semanas, a Polícia registrou 12 assassinatos na periferia da cidade. A disputa pelo domínio na venda de drogas teria causado a matança





Crimes se concentram na periferia da cidade, onde o tráfico de entorpecentes é intenso
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Uma “guerra” entre duas facções criminosas, cujos chefes estão presos, já deixou, ao menos, 12 mortos na cidade de Pacajus, na Região Metropolitana de Fortaleza (a 49Km da Capital), em apenas duas semanas. Somente nas últimas 72 horas, foram registrados cinco assassinatos ali. Na noite desta quinta-feira (18) mais um jovem foi executado na periferia da cidade.

Conforme informações da Polícia, a sequência de mortes  está relacionada a uma disputa pelo domínio de território na venda de drogas. Dois criminosos que antes pertenciam a uma mesma quadrilha tornaram-se inimigos e, mesmo estando presos, estão ordenando a matança.

Na noite desta  quinta-feira, o 12º assassinato dos últimos 15 dias ocorreu no bairro Croatá, onde bandidos, ainda não identificados, executaram a tiros de pistola um homem identificado pela Polícia como Francisco José Alves de Oliveira, 38 anos. No dia anterior, outros dois homicídios foram registrados em Pacajus. Em um deles, um homem foi assassinado no bairro Banguê, na periferia da cidade, em circunstâncias que apontam para uma execução sumária.

Horas depois, um assaltante foi linchado após uma tentativa de roubo aos passageiros de uma topique que trafegava pela BR-116 em direção a Fortaleza. O homem assassinado não foi ainda identificado.

Drogas

Informações do setor de Inteligência da Polícia Militar revelam que os dois criminosos suspeitos de ordenar os assassinatos em Pacajus teriam se desentendido pelo controle do tráfico naquele Município. Um deles teria sido transferido, recentemente, para um presídio federal de segurança máxima. Aproveitando-se disso, seu ex-comparsa teria ordenado sua quadrilha a tomar os pontos de venda de drogas que antes estavam sob o comando do desafeto, o que deu início à matança.