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Fachin autoriza abertura de inquérito sobre repasse da J&F a caciques do MDB
Decisão é baseada nas delações de Sérgio Machado e Ricardo Saud


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O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de inquérito para investigar o pagamento de cerca de R$ 40 milhões em propina do grupo J&F a caciques do MDB durante a campanha eleitoral de 2014. A decisão, tomada ontem (15) e registrada no sistema da Corte nesta quarta-feira (16), atende a pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, apresentado em abril de 2018.

Segundo a PGR, as suspeitas do pagamento de propina são baseadas nas delações premiadas do ex-presidente da Transpetro e ex-senador pelo MDB Sérgio Machado e de Ricardo Saud, ex-executivo da J&F. Segundo Machado, os beneficiados com o repasse seriam Edison Lobão, Valdir Raupp, Roberto Requião, Vital do Rêgo, Eunício Oliveira, Romero Jucá, Jader Barbalho, Renan Calheiros, Eduardo Braga, “dentre outros”.

Já Saud afirma que houve pagamento de aproximadamente R$ 46 milhões a senadores do MDB, a pedido do PT. Segundo o delator, os repasses eram feitos para manter “a aliança entre os partidos”. À época, o MDB estava rachado entre quem defendia que a sigla declarasse apoio ao senador tucano Aécio Neves, e os que preferiam seguir com o PT.