Sete dias da semana sem medo da notícia

Camilo gosta de jogar xadrez
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Ciro Gomes e o prefeito de Fortaleza, Roberto Claudio, foram convidados para um almoço com o governador Camilo Santana no Abolição. O cardápio servido era farto, porém nada de bebida alcoólica.

Este convite ocorreu no final de novembro. Ciro e RC estranharam, mas aceitaram. Foram lá achando que Camilo queria explicar sua aliança com o presidente do Senado, Eunício Oliveira. RC teria a missão de acalmar Ciro.

Camilo foi mais esperto do que Ciro e RC. Antes de servir o almoço, puxou um calhamaço de papéis e entregou a Ciro. Ríspido, Ciro indagou: “Que é isso?”. Camilo com sua humildade tradicional explicou que era uma pesquisa estadual sobre sua sucessão.

Ciro ficou lívido. Percebeu na hora que havia caído numa armadilha. Ao examinar os números, rapidamente, quis resgatar seu protagonismo de cacique mor da oligarquia dos FGs: “O que você quer com essa pesquisa?”.

Camilo então repetiu as conclusões que desagradavam a Ciro. Sua aprovação é superior a 60% no Estado. Diferente de RC, que tem uma alta taxa de desaprovação de sua administração. O Governador também falou sobre a disputa ao Abolição.

Enquanto RC patina e perderia para Tasso e Capitão Wagner, Camilo mostrou que derrota os dois. Apresentou outro cenário que sua avaliação melhora todo mês. E, por fim, deu um xeque mate em Ciro: “Esses números credenciam a minha candidatura à reeleição. Você, meu amigo RC, terá meu apoio para melhorar sua imagem e não atrapalhar nossa vitória na Capital. Desse modo, sou candidato ao Governo”.

Ciro e RC ainda falaram algumas frases desconexas. Sabiam que haviam sido nocauteados por Camilo.

Ciro recuou e foi embora, contudo não desistiu de impedir que Camilo não concorra à reeleição. Ao deixar o Abolição, dentro do carro, ficou amaldiçoando o pai do governador, Eudoro Santana.







Nós não devemos nos fazer de pequeno
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Há quatro anos e três dias morria Nelson Mandela, o grande líder da liberdade, da luta contra o apartheid. Ele nos deixou um poema, que pode ser lido na íntegra logo abaixo.

Como lembra Mandela, nós não devemos nos fazer de pequeno. E lembro isso ao ex-governador Cid Gomes, que no último sábado me ameaçou de morte veladamente em Limoeiro do Norte.

Não, Cid Gomes, não vou me fazer de pequeno, nem me intimidar. Eu não temo você.

Além de tentar me intimar, me chamou de ladrão. Mas eu não sou, não. A gente sabe quem é que tem processo por roubo.

Eu não digo que você vai ser preso hoje, amanhã, depois de amanhã ou mês que vem. Diferente de uma imprensa submissa, ajoelhada, comprada pelo seu poder, eu digo o que está acontecendo.

Seu processo no BNB está pronto para ser julgado faltando apenas a assinatura do juiz há cinco meses. Você diz que só tem dois processos no Banco do Nordeste, são apenas dois, mas são dois por empréstimo fraudulento. Você desmatou uma Área de Preservação Ambiental (APA), foi multado em R$ 6 milhões e vai responder a processo criminal. Mas o processo também está parado.

A delação da OAS está parada. A da Odebrecht, que cita o recebimento de R$ 500 mil pelo seu funcionário Leão Montezuma nunca andou no Ceará. A da Galvão Engenharia foi a que andou, porque está em Brasília. Além dessas, existem muitas histórias envolvendo você. E eu sou o cara errado, Cid? Eu que não presto?

Você não me leva para a cadeia, não, Cid. Você vai levar outros. Você pode levar o José Carlos Pontes – da Marquise –, seus secretários, mas a mim, não.

Os FGs podem mandar no Ceará, mas não botam uma cangalha em cima de mim. Você já me chamou de achacador, de corrupto, de picareta. Nunca provou, e nem nunca provará, porque não sou.

Mas eu provo que você é um indiciado pela Justiça Federal. Vai ser condenado? Você está manobrando dentro da Justiça para que isso nunca aconteça. Não sou eu que tenho poder, é você. Você é que se autoproclama dono do Ceará.

E a cassação do seu irmão? De Harvard para Sobral, para ser sabe o que, Cid? Corrupto. Igual a você.

FG, duas letrinhas reveladoras: uma oligarquia familiar corrupta.