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Ciro é capaz de tudo para chegar ao Planalto, até se dizer de esquerda
Colunista Demétrio Magnoli, da Folha, desmascara o FG que, no fundo, nunca deixou de ser da Arena

Ciro Gomes

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O presidenciável Ciro Gomes (PDT) é capaz de tudo para chegar ao Planalto, até se travestir de esquerdista, defendendo a Venezuela para granjear as simpatias do PT.

O colunista Demétrio Magnoli, na Folha de hoje (23), faz uma radiografia da trajetória política do FG, que nasceu na
Arena (direita da Ditadura) e, agora, se vende como progressista, para tentar ser o novo Lula. “O candidato mostra-se capaz de sacrificar qualquer valor no altar de sua campanha eleitoral”, diz Demétrio.

O colunista ainda revela como tudo teve início na vida de politicagem do presidenciável do PDT. “A carreira política de Ciro começou no movimento estudantil, nos anos anteriores à Lei de Anistia (1979). Havia perigo, mas não para ele, que pertencia à Arena Jovem, base da chapa pela qual concorreria à vice-presidência da UNE”. Ou seja, Ciro sempre esteve ao lado do poder, mudando de lado de acordo com o que lhe convinha.

Magnoli desmarcara o Ferreira Gomes, que brada por aí que combateu o Regime Militar. “Ciro jamais experimentou a condição de opositor de uma ditadura. Da política estudantil, seguiu para o PDS, o sucessor da Arena, antes de migrar para o MDB. O homem que fala como quem desfere tiros nunca teve que escolher entre a fidelidade a suas ideias e a sugurança pessoal”.

Em tempo

Na juventude, Demétrio Magnoli foi trotskista, militando na Liberdade e Luta (Libelu), uma facção do movimento estudantil ligada à Organização Socialista Internacionalista (OSI).

A partir de 1981, os militantes da Libelu engajaram-se intensamente na formação do jovem Partido dos Trabalhadores, porque a OSI via nele o surgimento de um partido operário de massas. Para legalizar o partido, Demétrio ajudou a filiar um grande número de membros.

No entanto, em 1983 Demétrio rompeu com o marxismo e abandonou a Libelu por acreditar que aquele movimento se aproximava do Stalinismo que tanto criticava. Segundo ele, o marxismo oferece aos intelectuais a ilusão de que são donos de um saber maior: o do fim da história. Como consequência, essa ideologia justificaria o autoritarismo, dando aos intelectuais a função de dirigir a sociedade. Abandonou o PT em 1989, quando percebeu que o partido “se afastou de princípios filosóficos e morais que estavam na sua origem”.

Confira na íntegra a coluna de Magnoli na Folha