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Capitão Wagner diz que Ceará está “de calças arreadas para o crime organizado”

O deputado republicano voltou a ocupar a tribuna da Assembleia Legista para fazer críticas à Segurança Pública, um dia após o registro da chacina que deixou quatro adolescentes mortos num centro educacional





Wagner critica duramente o modelo da Segurança Pública cearense
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Em pronunciamento nesta terça-feira (14), na tribuna da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Capitão Wagner (PR), voltou a falar sobre a violência que atinge o Ceará, com mais de 4 mil assassinatos neste ano. Para ele, “O estado está de calças arreadas para o crime organizado”, numa referência a ação das facções que dominam o estado a partir do Sistema Penitenciário.

A fala de Wagner veio acompanhada de referências sobre a chacina que deixou quatro adolescentes mortos na última segunda-feira (13), num centro de ressocialização de menores infratores  localizado no bairro Sapiranga-Coité, em Fortaleza.  O assunto virou manchete nacional e colocou em xeque, mais uma vez, o estado de violência que domina o Ceará.

Wagner tem sido incisivo nas críticas ao modo como a Segurança Pública vem sendo conduzida no Ceará. Ele aponta a falta de uma política para o setor.  Recentemente, Wagner apontou o esvaziamento dos quartéis da PM em Fortaleza, já que nos fins de semanas dezenas de viaturas ficam paradas nas unidades por falta de policiais para compor as patrulhas. Grande parte do efetivo do Policiamento Ostensivo Geral migrou para o Batalhão Rondas de Ações Intensivas e ostensivas (BPRaio), que se transformou no principal projeto de Segurança Pública do governador Camilo Santana (PT).

Polícia sucateada

O deputado também fez críticas ao sucateamento e esvaziamento da Polícia Judiciária, a Polícia Civil, com milhares de inquéritos policiais parados sem apontar os responsáveis por crimes diversos, mas, principalmente, os casos de homicídios. Segundo ele, a instituição conta hoje com um  efetivo três vezes menor que o de há uma década.  A superlotação de presos nas delegacias e a falta de pessoal para  atender à demanda de tantos crimes tem deixado a Polícia Civil bem aquém de sua tarefa constitucional, que é a apuração criminal.