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Bismarck Maia joga culpa do Acquario Ceará em Cid Gomes para se livrar da Justiça

Bismarck Maia, Eduardo Bismarck e Cid Gomes

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O prefeito de Aracati, Bismarck Maia (PTB), lançou nota de esclarecimento para se defender da denúncia do promotor Ricardo Rocha de irregularidades na construção do Acquario Ceará. No primeiro item do texto, Bismarck joga a culpa no ex-governador Cid Gomes (PDT), para quem trabalhou como secretário de Turismo, quando as obras do empreendimento começaram – mas nunca terminaram.  “O projeto ‘Acquario Ceará’ foi uma decisão do Governo do Estado à época, no intuito de inserir o Ceará no circuito internacional do turismo”, pontuou. Com essa atitude, Maia está a um passo de concretizar delações para limpar o nome.

Ricardo Rocha encaminhou à Justiça pedido de afastamento de Bismarck por 180 dias da Prefeitura de Aracati. Na denúncia, o promotor pediu ainda o bloqueio e indisponibilidade dos bens de Bismarck na ação que apura irregularidades no gasto de R$ 136 milhões no Acquario Ceará.

Para o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), Bismarck, mesmo não estando mais à frente da Secretaria do Turismo, deve ser afastado para evitar que use sua influência política como prefeito de uma das cidades mais importantes do Ceará para obstruir a Justiça.

Aracati

Ainda na nota de esclarecimento, Bismarck lamenta a denúncia do promotor, por gerar “desassossego” na população de Aracati.  “[Os aracatienses] vivem neste momento um novo tempo de esperança por grandes conquistas para nossa terra, bem como, já são testemunhas de uma nova administração, comprometida com a transparência e o respeito aos justos interesses da população, sobretudo dos menos favorecidos”.

Bismarck quando não joga a culpa nos outros, gosta de defender o indefensável. Basta conferir algumas matérias publicadas pelo Ceará News 7 sobre os desmandos do prefeito de Aracati e a revolta dos cidadãos:

1) População de Aracati vai às ruas contra desmandos de Bismarck Maia

2) Ônibus sucateado da Prefeitura de Aracati deixa pacientes de hemodiálise na mão

3) Prefeito de Aracati desfaz tradicional banda de música que funciona desde 1978

4) Bismarck paga dívida de salários dos servidores com dinheiro dos próprios servidores

5) Transporte Escolar da Prefeitura de Aracati sob suspeita de irregularidade

6) Presidente do Sindicato dos Policiais Civis desmente fala do prefeito Bismarck Maia

7) Médico da Policlínia de Aracati é demitido por perseguição política de Bismarck Maia

8) Bismarck continua perseguição política e demite mais três pessoas ligadas à oposição

Leia a nota de esclarecimento na íntegra

Diante do pedido de um promotor de justiça para bloqueio de meus bens e afastamento temporário do cargo para o qual fui soberanamente eleito, sob alegações de irregularidades quanto à obra do “Acquario Ceará”, quando ocupei a Secretaria de Turismo do Estado na administração Cid Gomes, eu, Bismarck Maia, na condição de Prefeito do Aracati, venho a público informar e esclarecer o que segue:

  1. O projeto “Acquario Ceará” foi uma decisão do Governo do Estado à época, no intuito de inserir o Ceará no circuito internacional do turismo;
  1. A contratação da empresa norte-americana, International Concept Management (ICM), deu-se por inexigibilidade, conforme previsto na Lei de Licitações 8666/93, para projetos técnico-singulares, com pareceres favoráveis da assessoria jurídica da Secretaria de Turismo e da Procuradoria Geral do Estado;
  1. A empresa norte-americana é mundialmente reconhecida pela sua expertise na edificação de obras de tamanha magnitude, tendo participado da construção de 215 dos 250 maiores aquários do mundo;
  1. O projeto do “Acquario Ceará” foi firmado dentro de uma singularidade inexistente até aquele momento, e não pode ser comparado a outros no País, como o caso do Rio de Janeiro, citado na ação. O do Rio de Janeiro funciona com 4,5 milhões de litros de água, e possui apenas duas atrações públicas, enquanto o do Ceará prevê tanques que somam 15 milhões de litros de água com 38 atrações diferenciadas;
  1. Acerca do suposto prejuízo arguido nesta ação, em razão da obra se encontrar parada, enfatizo que quando deixei de responder pela pasta do turismo, em 31 de dezembro de 2014, ela se encontrava em pleno andamento, tendo sido suspensa posteriormente, por decisão da atual gestão da Secretaria;
  1. Os pagamentos feitos à empresa contratada se deram no rigor da lei, de acordo com as normas processuais estabelecidas pela Secretaria da Fazenda do Estado e pelo Banco Central do Brasil. Questionar isso é desconhecer a rigorosa normatização utilizada em contratos de câmbio para pagamento de fornecedores, bem como o funcionamento da máquina pública e seu sistema, que jamais permitiria que o erário efetuasse qualquer despesa sem a observância da legislação em vigor;
  1. Como homem público sempre procurei observar e cumprir rigorosamente a lei, o que me impõe o respeito às instituições, como o Ministério Público e o Poder Judiciário, com suas autonomias e independências;
  1. Com estranhamento, verifico que a atual ação é muito similar a um outro processo proposto quatro anos atrás pelo próprio Ministério Público, que, inclusive, tramitou durante dois anos (2013/2014), no período que eu ocupava a pasta do Turismo, sem nenhuma iniciativa ou ato meu que possa supor qualquer tipo de interferência no processo. De igual forma, isso jamais ocorreria agora, no momento em que sou gestor municipal do Aracati. Não posso aceitar qualquer insinuação de suposta interferência nos tramites de processos jurídicos, como alegado na ação e, até mesmo, para minha surpresa, em entrevistas dadas pelo promotor de justiça, autor da ação;
  1. Coloco também sob questionamento o fato que esta nova ação, apesar de similar a anterior, recaia apenas contra a minha pessoa enquanto agente público;
  1. Por fim, manifesto minha profunda preocupação com a desassossego gerado junto aos aracatienses, que vivem neste momento um novo tempo de esperança por grandes conquistas para nossa terra, bem como, já são testemunhas de uma nova administração, comprometida com a transparência e o respeito aos justos interesses da população, sobretudo dos menos favorecidos.

Bismarck Maia

Prefeito do Aracati