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Associação dos Delegados nega existência de depósito clandestino na sede da Denarc
CGD está realizando uma devassa no local e, até o momento, não encontrou nenhuma irregularidade


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O assessor jurídico da Associação dos Delegados de Polícia do Estado do Ceará (Adepol), Leandro Vasques, negou, nesta quinta-feira (11), que a Controladoria Geral de Disciplina (CGD) tenha encontrado, em correição que está sendo realizada na sede da Delegacia de Narcótico (Denarc), depósito clandestino com peças de veículos apreendidos.

Segundo Vasques, alguns veículos apreendidos foram cedidos, com autorização judicial, para uso da Denarc devido à frota disponível para uso da divisão ser insuficiente. O assessor jurídico explicou que, quando esses automóveis apresentam problemas, os próprios delegados providenciam os reparos.

“Assim, em uma sala específica, algumas ferramentas e partes imprestáveis de tais veículos, que eram trocadas nos referidos reparos, ficavam guardadas, tais como pneus velhos, macacos, etc., não havendo qualquer tipo de depósito clandestino na sede da Denarc”, diz a nota.

Devassa na Denarc

Segundo a nova diretora da Divisão de Combate ao Tráfico de Drogas (DCTD), delegada Socorro Portela, até o momento a devassa da CGD não encontrou nenhuma irregularidade. A ação, iniciada na quarta-feira (9), segue até a próxima sexta-feira (12), podendo ainda ser prorrogada. Socorro assumiu a diretoria da DCTD após a antiga diretora, delegada Patrícia Bezerra, ser afastada na Operação Vereda, da Polícia Federal.

Confira a nota na íntegra:

Em resposta à notícia veiculada neste sítio eletrônico aos 10 de janeiro, intitulada “CGD realiza devassa nas sedes da Denarc e da DCTD, alvos da Operação Veredas, da PF”, vem o signatário apresentar a seguinte manifestação:

Na referida matéria, consta que “segundo informações, a devassa da CDG teria encontrado um depósito clandestino com peças de veículos apreendidos”, afirmação esta absolutamente divorciada da realidade.

Durante o período em que os Delegados alvos da Operação Veredas estiveram na Denarc, jamais existiu referido depósito, muito menos de forma clandestina. Todos os veículos apreendidos eram formalmente documentados e catalogados, com o maior rigor possível.

Vários desses veículos eram acautelados judicialmente em favor da Denarc, isto é, tinham seu uso para atividades da Divisão autorizado por magistrados, uma vez que a frota de carros oficiais era insuficiente para dar conta das contingências investigativas.

Muitas vezes tais veículos apresentavam problemas mecânicos e não tinham seu reparo pago pelo Estado, posto que não pertenciam à frota pública, de modo que os próprios policiais da Denarc providenciavam a ida de mecânicos para realizar tais reparos, quando mais simples.

Assim, em uma sala específica, algumas ferramentas e partes imprestáveis de tais veículos, que eram trocadas nos referidos reparos, ficavam guardadas, tais como pneus velhos, macacos, etc., não havendo qualquer tipo de depósito clandestino na sede da Denarc.

Ademais, a própria matéria afirma que tal informação “ainda não foi confirmada pelos órgãos oficiais”. Além de não ter sido confirmada, foi peremptoriamente informado, pela atual diretora da Denarc, como consta na matéria, que “até o momento a devassa da CGD não encontrou nenhuma irregularidade”.

Acrescente-se que a Denarc é periodicamente correicionada pelo Ministério Público, pelo menos 04 vezes por ano, jamais tendo o órgão responsável pelo controle externo da atividade policial constatado qualquer irregularidade relevante na Divisão durante o período em que os Delegados lá estiveram.

Por fim, qualquer afirmação a respeito da correição levada a cabo pela CGD é temerária, vez que ainda se encontra em curso, podendo ser prorrogada. Ao final deste procedimento, com a emissão do respectivo relatório circunstanciado, o signatário tem a convicção de que a regularidade e a excelência operacional dos trabalhos que eram desenvolvidos na Denarc serão atestadas.

Leandro Vasques
Assessor Jurídico da ADEPOL